FEV, 2019
PROJETO AUTORAL

LAB QUILOMBOLA

Os povos da diáspora são povos de re­existência, recriação da vida que, arrancados de sua origem, lutaram contra a morte do corpo e do espírito. Transmutaram a dor em alegria, o cárcere em liberdade, a história em cultura, a desgraça em fé.

Essa forma de olhar o mundo carrega missões, e talvez uma delas seja desembrutecer o estado de espírito, na esperança de uma humanidade mais sensível às emoções que nos conectam como parte de um todo.

Criado a partir da vivência laboratorial de construção do projeto CRIOULA REINADO.

CRIOULA REINADO

Crioula Reinado é um documentário realizado através de um encontro precioso entre povos de matriz africana. A expedição, em forma de intercâmbio, foi aos quilombos Santa Rosa dos Pretos (MA), Mato do Tição (MG) e aos povos reinadeiros de Oliveira (MG) para viver o cotidiano de pessoas que lutam para manter viva sua tradição e ancestralidade.

O lançamento do doc CRIOULA REINADO está previsto para o primeiro semestre de 2019.

LABORATÓRIO AFROFUTURISTA

O LAB QUILOMBOLA é um laboratório afrofuturista, onde a soma de saberes ancestrais, juntamente com as novas tecnologias, gerou a produção de um conteúdo amplo, que coloca o povo negro no centro da narrativa, essencial para a criação de um futuro igualitário, plural e justo.

ANDRÉ ANASTÁCIO, diretor geral e curador, falando sobre a vivência quilombola e o processo de construção do projeto.
Afroturismo & encontros.
Sobre a produção de conteúdos, ações e atividades sob narrativas e expressões afrocentradas.

CONTEÚDOS

Para organizar este conteúdo, nossa proposta é que seja desenvolvida uma plataforma online.

PLATAFORMA DIGITAL

Um grande repositório digital onde teremos mais detalhes e informações sobre manifestações culturais de matriz africana, oficinas e apresentações de mestres de saberes ancestrais, experiências imersivas e interativas, usando como recurso a produção em vídeo 360º, fazendo uso do óculos VR e cardboard.

O projeto contará com obras inéditas, interativas e imersivas, que proporcionará encontros e criará relações e conexões entre o público e as manifestações culturais dos povos desses territórios ancestrais.

Obra que remixa fotografias e áudios produzidos durante uma visita ao poço sagrado, construído por negros escravizados, no território de Santa Rosa dos Pretos.

INSTALAÇÕES

A exposição contará com obras inéditas, interativas e imersivas, com o objetivo de criar relações, conexões e encontros entre o público e as manifestações culturais destes povos, oferecendo experiências artísticas expandidas ao espectador, capaz de posicioná-los como parte integrante do intercâmbio experienciado pelas comunidades.

As instalações inéditas, interativas e imersivas, serão compostas por três obras principais: DIVINO CORTEJO, TAMBOR DE CRIOULA e GUNGA.

A obra consiste em experiência de realidade virtual em que o interator terá a sensação de estar participando do ancestral festejo do Divino Espírito Santo, realizado no quilombo de Santa Rosa dos Pretos, no Maranhão.

Para provocar a experiência imersiva, faremos uso de VR Headsets. O percurso virtual terá a duração de aproximadamente 5 minutos e conduzirá o público por um trajeto que cruza o interior de um quilombo em festa.
Além dos VR Headsets fixos no espaço expositivo, serão distribuídos também cardboads para o que público visitante possa acessar conteúdos extras através do celular, e assim ter a experiência fora do espaço expositivo.

A instalação interativa consiste no mapeamento do couro dos 3 tambores que compõe o Tambor de Crioula, chamados de parelha. A projeção feita no couro de cada tambor irá exibir as mãos de mestres tamborzeiros da Região do Quilombo de Santa Rosa ensinando a tocar os tambores.

No vídeo mapping com duração de ~6 minutos, as mãos dos tamborzeiros tocam uma toada durante ~2 minutos, e em seguida mostram o passo a passo lentamente, convidando o interator a aprender a toada e tocar os tambores, acompanhando as mãos do mestre tamborzeiro.

Nesta obra o interator terá a oportunidade de interagir com o GUNGA, da família dos idiofones (instrumentos tocados por agitação), compostos por recipientes metálicos cheios de sementes, que são vestidos no tornozelos com tiras de couro.

Na época da escravidão eram usados como sinalizadores nos escravos e hoje são usados como instrumento nos cortejos de Reinado em Minas Gerais.
Os gungas estarão equipados com um acelerômetro, e na medida em que os gungas forem tocados e agitados, será acionada uma projeção holográfica de DONA PEDRINA, antiga e importante Capitã de guarda de Reinado, cantando um lamento negro.

PERFORMANCES

Durante o laboratório, realizaremos ao menos três performances inéditas com os mestres de saberes de cada comunidade.

Os detalhes destas performances serão cocriados com estes mestres, durante o período de produção da exposição. A mediação artística da criação das performances será realizada pelo artista Tiago Sant’Ana.

A performance pretende mesclar duas manifestações culturais de origem africana e assinalar através de uma experiência digital suas semelhanças.

O reencontro de culturas da diáspora será promovido em espaço cultural onde Pedrina, capitão de Reinado(MG), e Dalva, antiga caixeira do Divino(MA), irão tocar juntas algumas toadas. Na medida que forem tocando as caixas, irá surgir aos poucos uma imagem projetada em tecido mylar ao fundo do palco de dois “mastros”, símbolo comum das duas manifestações. Cada toque acrescentará partículas que formam essa imagem de maneira orgânica e generativa. Quando os mastros estiverem completamente modelados na projeção pelos toques de tambor, Pedrina e Dalva encerram o Ritual performance.  O cenário deste encontro de toadas, será composto com um video mapping da designer e artista visual Tainá Simões (Preta Lab).
Duração prevista de 40min.

A performance Olho da Pindoba consiste em uma espécie de “cinema em prosa”.

O mestre tamborzeiro Senhor Loro do quilombo de Santa Rosa dos Pretos(MA)irá conduzir uma contação de histórias afro-brasileiras com mais dois convidados do Quilombo do Mato do Tição(MG). Essas histórias serão contadas enquanto produzem uma cestaria feita da palha chamada de “olho da pindoba”. Durante a contação, fotos de cotidiano e arquivo tiradas por Quilombolas serão projetadas em uma tela feita da mesma palha utilizada na cestaria. A trilha sonora será conduzida por tamborzeiros de Santa Rosa e o artista sonora Negalê Jones.
Duração prevista de 40min.

A performance pretende oferecer ao público a sensação de presenciar “O rito da alvorada”, um dos momentos mais emblemáticos da Festa do Divino, realizado pelas caixeiras quilombolas de Santa Rosa dos Pretos. A apresentação irá contar com seis mestras de saberes quilombolas e tocadoras de caixa do quilombo de Santa Rosa. As caixeiras irão tocar para o alvorecer da instalação ILUME, obra de Igor Abreu que compõem 90 lâmpadas incandescentes controladas por microcontroladores.

Referência da obra ILUME, de Igor Abreu
As lâmpadas acenderão ao longo da apresentação e serão ritmadas de acordo com os toques das caixeiras. A performance finaliza com o alvorecer de todas lâmpadas acesas sendo orientadas pelos toques das caixeiras quilombolas.
Duração prevista de 40min.

O OLHAR QUILOMBOLA

A proposição olhar quilombola, teve a intenção de provocar uma reflexão sobre alteridade filmográfica, de entender que o olhar do quilombola tem valor no nosso olhar. Incluí-los no processo de construção dos quadros do filme, e entender através desse dispositivo de captura de olhares, o que é relevante a partir do olhar deles, olhar em loco.

OFICINAS

O projeto também contará com um ciclo de oficinas com o intuito de difusão da cultura oral e abertura do processo de desenvolvimento das obras afrofuturistas. Serão convidados mestres de saberes dos quilombos para ensinar toques de tambor, montagem de instrumentos e outras sabedorias tradicionais.

Loro Preto, mestre de saberes
Serão oferecidas oficinas de montagem de dispositivos eletrônicos, como forma de estimular a cultura livre e processos colaborativos de conhecimento.

#1
CONSTRUÇÃO DE CAIXAS E TAMBORES

Ministrada por Loro Preto, artesão e tocador de tambor em Santa Rosa dos Pretos, a oficina pretende atrair um público interessado em aprender o processo ancestral de construção da parelha de Tambor de Crioula e das Caixas do Divino e do Reinado.

O conteúdo passará pela escolha e tratamento do couro de bode, da hidratação final da pele do animal, do jeito certo de finalizar a construção dos arcos, da afinação correta para cada situação etc.
Tempo de duração: 8h; público pretendido: 10 vagas.

#2
SABERES DA MEDICINA POPULAR

Ministrada por Senhor Badu e Chicocó, mestres de saberes ancestrais sobre plantas medicinais, a oficina pretende atrair um público interessado em conectar-se com propriedades medicinais destas plantas muito presente no cotidiano brasileiro.

O conteúdo proporcionará aos participantes emponderamento sobre o cultivo, seleção e manuseio de ervas que podem contribuir para uma vida mais saudável. A oficina também trabalhará conteúdos que cercam o universo das plantas medicinais, como por exemplo as rezas de ladainhas durante o manuseio das plantas.
Tempo de duração: 4h; público pretendido: 40 vagas.

#3
CULTURA E ARTE DIGITAL

Ministrada por Marlus Araujo, a oficina de montagem de dispositivos eletrônicos pretende estimular o conhecimento colaborativo, aberto e gratuito e a cultura maker, especialmente para artistas negros.

O conteúdo passará por temas como o panorama contemporâneo da arte digital, cultura open source, dispositivos eletrônicos de baixo custo, programação básica, softwares livre etc, como forma de estimular processos colaborativos de propagação do conhecimento dentro do cenário artístico brasileiro. Esta oficina será ministrada por Marlus Araujo e Tainá Simões (Preta Lab).
Tempo de duração: 6h; público pretendido: 10 vagas.

SEMINÁRIOS

As linhas de ação do programa expositivo prevê arquivo, difusão, ensino e diálogo com a produção afrocêntrica dentro de um espectro de produção que engloba passado, presente e futuro.

Nesse sentido o SEMINÁRIO EM AFROFUTURISMO E CULTURAS DA DIÁSPORA, se insere na programação com o intuito de promover um debate público sobre o tema e trazer luz  a estas questões emergentes da cultura negra. O seminário contará com abertura e 3 mesas redondas com especialistas no tema, para que possam abrir pesquisas, contar experiências e debater questões relevantes para o público em geral.
MESA REDONDA #1 – AFROFUTURISMO E DIÁSPORA NEGRA

CONVIDADOS: FÁBIO KABRAL (Escritor), ADIRLEY QUEIRÓS (Cineasta), THIAGO SANTANA (Artista Plástico)
MEDIAÇÃO: KÊNIA FREITAS (UNESP)

MESA REDONDA #2 – SABERES ANCESTRAIS AFROBRASILEIROS

CONVIDADOS: DALVA (Mestre de saberes quilombola /MA), CHICOCÓ (Mestre Raizeiro /MA), BADÚ (Mestre Raizeiro /MG)
MEDIAÇÃO: PEDRINA DE LOURDES (Capitã de Reinado)

MESA REDONDA #3 – AFROCENTRISMO, REESCREVENDO AS VISÕES DE MUNDO

CONVIDADOS: CONCEIÇÃO EVARISTO (Escritora), YASMIN THAYNÁ (Cineasta), AYRSON HERÁCLITO (Artista Plástico)
MEDIAÇÃO: ELISA LARKIN NASCIMENTO (Diretora IPEAFRO)

QUEM É PEDRINA?

Considerada a PRIMEIRA CAPITÃ DE MOÇAMBIQUE DO ESTADO DE MINAS GERAIS, Pedrina de Lourdes Santos tem 53 anos, 42 deles participando da Festa de Nossa Senhora do Rosário, 34 como CAPITÃ DA GUARDA DE MASSAMBIQUE DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS.

Nascida na cidade de Oliveira, no interior de Minas Gerais, começou a dançar e tocar aos 11 anos de idade, quando seu pai, o capitão Leonídio dos Santos, não conseguiu reunir o número de homens suficientes para sair às ruas e permitiu que ela e outras jovens saíssem de terno. Desde então, Pedrina permanece na manifestação, e com a morte do pai em 1980, assumiu junto com seu irmão, Antônio, a capitania da Guarda.

Pedrina cantando na porta da igreja, no quilombo de Santa Rosa dos Pretos, interior do Maranhão.

 

Apesar das dificuldades que encontrou por ser mulher numa manifestação tradicionalmente masculina, hoje, Pedrina tem seu nome reconhecido dentro e fora do Estado de Minas e é constantemente convidada para palestras, oficinas e consultorias sobre as tradições do congado. Em 2011, foi contratada para prestar consultoria à Rede Globo, pois em uma de suas novelas apareceria uma cena de congado.

Esse reconhecimento levou Pedrina e sua guarda, em 2005 a participar do ANO DO BRASIL NA FRANÇA, representando a cultura mineira. Por conta desta viagem, em 2006, ela recebeu a “MEDALHA TIRADENTES”, concedida pelo governo do estado a pessoas que contribuíram para o prestígio e a projeção de Minas e do país.

Estudiosa das tradições afro-brasileiras, nos últimos anos Pedrina tem participado como palestrante e oficineira no Seminário África Diversa no RJ e no Festival de Inverno da UFMG, sendo que na última edição do festival participou como curadora. Nos últimos anos o festival tem se orientado pela noção do “bem comum” estabelecendo um diálogo bem estreito com os saberes tradicionais. Juntamente com outros mestres da cultura popular, Pedrina têm participado do coletivo cantares afro-brasileiro.

O RESGATE
DOS TAMBORES
SAGRADOS

Ouça a história de como os tambores ancestrais do Kandombe foram recuperados e trazidos de volta para a cidade de Oliveira.

FICHA TÉCNICA

Artista Plástico e Mestre em Artes Visuais(PPGAV-EBA-UFRJ), desenvolve sua prática nas áreas de tecnologias híbridas, circuit bending, arte sonora, sonificação, dispositivos interativos, e mediação sociopolítica.

Colaborador do laboratório NANO em plásticas sonoras híbridas, integrou os coletivos Uoco(Arte sonora), Biônicos (experimentação digital), Zebra (Arte Urbana). Expôs trabalhos em diversos espaços como: Casa Rio, Casa Comum, CMAHO, Festival de Cultura Digital, Casa França Brasil, Museu do Amanhã, entre outros.

Seu processo de criação costuma fazer uso da tecnologia aplicada a determinados contextos, para provocar reflexões  do “imbricar das dinâmicas e relações sociais” com o meio habitado.

Primeira capitã de Moçambique do Estado de Minas Gerais, Pedrina tem 42 anos participando da Festa de Nossa Senhora do Rosário, 34 como capitã da Guarda de Massambique de Nossa Senhora das Mercês.

Apesar das dificuldades em ser mulher numa manifestação tradicionalmente masculina, hoje tem seu nome reconhecido dentro e fora do Estado de Minas e é convidada para palestras, oficinas e consultorias sobre as tradições. Em 2005 participou do Ano do Brasil na França. Em 2006, recebeu a “Medalha Tiradentes”.

Estudiosa das tradições afro-brasileiras, tem participado como palestrante e oficineira no Seminário África Diversa no RJ e no Festival de Inverno da UFMG, sendo que na última edição participou como curadora. Juntamente com outros mestres da cultura popular, tem participado do coletivo “cantares afro-brasileiro”.

Artista da performance, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Desenvolve pesquisas em performance e seus possíveis desdobramentos desde 2009. Seus trabalhos como artista imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras – tendo influência das perspectivas decoloniais. O açúcar aparece com recorrência em seus trabalhos recentes como uma tática de aproximar o debate sobre colonização com a atualidade, sobretudo, no que tange o racismo e a violência contra a população negra.

É um dos artistas indicados ao Premio PIPA 2018. Realizou recentemente a exposição solo “Casa de purgar” (2018), no Museu de Arte da Bahia. Participou de festivais e exposições nacionais e internacionais como “Axé Bahia: The power of art in an afro-brazilian metropolis” (2017-2018), no Fowler Museum at UCLA, “Negros indícios” (2017), na Caixa Cultural São Paulo, “Reply All” (2016), na Grosvenor Gallery, e “Orixás” (2016), na Casa França-Brasil. Foi curador-assistente da 3a. Bienal da Bahia (2014), além de ter organizado outras mostras como “Campo de Batalha” (2017) e “Future Afro Brazil Visions in Time” (2017).

Foi professor substituto do Bacharelado Interdisciplinar em Artes na Universidade Federal da Bahia entre 2016 e 2017.

Sócia da Grama, estúdio focado em desenvolvimento criativo.

Designer pela Escola de Belas Artes da UFRJ, trabalha com mídias digitais desde 2012. Com passagem por estúdios como 6D e Café Artes Visuais e SuperUber, onde fez parte da equipe de desenvolvimento participante de projetos para web e instalações interativas.

Foi professora no projeto Escola HTML na Mineira, Rio de Janeiro, onde aprendeu e ensinou sobre programação, arte e a cultura da gambiarra.

Tem um interesse no uso de novas mídias e tecnologias para o desenvolvimento urbano e comunitário. Viva a força da mulher preta.

Músico, educador e artista audiovisual.

Em pesquisa perene sobre ritmos naturais e as relações entre a bioeletricidade humana e a etnobotânica.

Desenvolve cenografias interativas no projeto 4Tx https://projeto4tx.wordpress.com e ministra a oficina de entretenimento educativo Afetos Sonoros https://afetossonoros.wordpress.com.

Arquiteta e urbanista pela Universidade Federal de Pelotas, é diretora de criação da Mirabilis Studio. Seus projetos oscilam dentro do universo da cenografia, arquitetura efêmera e projetos multimídia, e buscam a fusão entre criações virtuais e a fisicalidade das instalações e experiências.

Um interesse especial pelo desvendamento de formas norteia sua pesquisa artística que utiliza a dobradura como principal ferramenta de trabalho. Padrões observados na natureza também são recorrentes fontes para aplicações em seus experimentos.

 

Dentre os diversos trabalhos executados que envolvem arte interativa, realizou em conjunto com a SuperUber, a direção de tecnologia das instalações do Museu do Amanhã.

Mestre em Comunicação Social pela linha de pesquisa Pragmáticas da Imagem na UFMG com a dissertação “Modulações das Imagens Insurgentes: a variação do antecampo nos atos de disputa política”. Integrante do grupo de pesquisa Poéticas da Experiência, ligado a linha de pesquisa Pragmáticas da Imagens da UFMG. Pós-Graduação Lato Sensu Comunicação Imagens Culturas Midiáticas. Graduada em Comunicação Social, PUC/MG. Produtora cinematográfica, coordenadora e gestora de projetos, educadora popular.

Em 2011 deixou a carreira de executivo de uma multinacional para estudar audiovisual em Nova York, onde dedicou-se a estudar conceitos e práticas de fotografia, produção executiva, direção e montagem. Empreendeu o projeto Imagina na Copa e foi responsável pela produção de 75 web-documentários, nos 27 estados brasileiros.

Estudou direção e produção executiva com o cineasta Francisco Garcia, na escola de cinema Inspiratorium. Dirigiu o curta Rolezinhos, melhor filme no Festival ENTRETODOS 2014. Dirigiu o Guardiões de Santa Rosa, em parceria com o Canal Futura. Está dirigindo o projeto Crioula Reinado, seu primeiro longa, e dedica-se aos estudos do candomblé de MG, cinema documentário e o papel das artes visuais nas transformações sociais do cotidiano brasileiro.

Bacharelado em Comunicação Social – Rádio e TV, UFMG. Sócio-fundador das produtoras Apiário e Maranha.

Co-direção e roteiro do documentário longa-metragem “Crioula Reinado” (2018), e selecionado pelo Edital Rumos Itaú Cultural 2015/2016. Co-direção e roteiro do documentário curta-metragem “Guardiões de Santa Rosa” (2015) comissionado pela TV Futura. Co-direção do documentário “Rolezinhos” (2014), prêmio Visão Social no Festival de Direitos Humanos Entretodos. Concepção e co-direção da websérie “Imagina na Copa” (2013-2014). Co-direção e roteiro do vídeo Manifesto #1 (2012), exibido no Araribóia Cinefest e no Festival Sleepwalkers, na Estônia.

Pós-graduada lato sensu em Educação e Relações Étnico-Raciais. Aluna Especial do Programa de Pós em Estudos Culturais – USP. Experiências profissionais: CRIOULA REINADO – Pesquisadora, mediadora artística e roteirista; SAMPA NEGRA – ​Idealizadora e diretora do projeto; DANÇAS BRASILEIRAS – ​pesquisadora de diversos ritmos das manifestações da cultura popular brasileira; OCA/SP: ​Monitora da exposição “Roberto Carlos: 50 anos de música”. PAVILHÃO DA BIENAL/SP: ​Monitora da exposição “Risadaria“. CAIXA CULTURAL – Educadora nas exposições: ​“Espanhas”, de Leonardo Kossoy, “Breve ensaio sobre o feminino” de Inha Bastos e “Tudo o que a gente vê ou toca tem história para contar”, de Os Tapetes Contadores de História.

Diretor de arte autodidata. Iniciou a carreira no mercado publicitário em 2009, como designer gráfico. Ao longo dos anos, teve a oportunidade de trabalhar nas maiores agências do Brasil e do mundo, incluindo Tribal Berlin, DDB Germany, BBDO New York, Agência África e LOV Dentsu, desenvolvendo conceitos artísticos e visuais para marcas icônicas como Volkswagen, Intel, Netflix e ESPN.Dentre os reconhecimentos da carreira estão os festivals Cannes em 2014 pela categoria Innovation, New York Festivals, The FWA, Clio Sports, dentre outros. Atualmente está à frente da Maranha como sócio fundador e diretor de criação.

Designer e creative coder, desenvolve há mais de 10 anos projetos digitais de interfaces interativas, visualização de dados, ambientes imersivos e projeção para espetáculos. Marlus irá contribuir no desenvolvimento e programação das obras propostas para exposição e demais aspectos de design de interatividade.

Portfolio de Marlus Araújo

Formada em Rádio e TV pela Universidade São Judas Tadeu. Fez cursos complementares nas áreas de Direção de Arte, Roteiro, Fotografia Digital e comunicação e estratégia de marketing.

Foi assistente de direção e “Crioula Reinado”. Criou e produziu a websérie Nossa História Invisível, que está agora em sua segunda temporada. Criou e produziu do fanzine Jardim Carolina.

Recentemente, foi contemplada no edital Rumos Itau Cultural 2017/2018 para a realização de seu primeiro documentário de longa-metragem chamado “Aqui não entra luz”.

Formado em Design Digital foi idealizador e diretor da produtora AHH!, da revista Efêmero Concreto, do Festival CoCidade. Foi “Maker” do Mesa & Cadeira (Cidade Azul, Instituto Alana e Unilever), onde ajudou a cocriar um projeto de resgate de rios urbanos, o Cidade Azul.

Hoje, cofundador da Maranha Filmes, atua como diretor de animação, diretor de tecnologia, montador, colorista e fotógrafo.

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